18/06/2008

Álbum de Fotos



Veja nosso álbum de fotos. Tá começando a ser organizado, mas dá pra se ter uma idéia dos lugares que remamos.

16/06/2008

Confluência




Por Eriberto Gussoni e Mario Lo Gullo
Beto:
Como participante do fórum do site www.tracksource.org.br,
tomei conhecimento do Projeto Confluence e de seu site http://www.confluence.org/.
Pesquisando no site descobri que na Represa de Miranda tem uma Confluência S19 W48. O Lago de Miranda é dos lugares que costumamos praticar canoagem de abertura com caiaque, foi ai que resolvi convidar um amigo de canoagem para irmos até esta Confluência. O desafio era grande pois teríamos que remar 17 km, saímos da balsa de Indianópolis com destino a esta Confluência S19 W48 e depois teríamos ainda mais 7 km até chegar ao destino final de nossa aventura que era próximo de vários condomínios a onde desembarcaríamos e nosso amigo Evandro iria nos buscar. Alem do mais pensamos que teríamos dificuldades em marcar o ponto Exato da Confluência S19 W48, por que o caiaque sendo leve e também muito instável não para de balançar, mas naquele dia o vento resolveu dar uma trégua e parecia tudo dar certo e foi para nós uma surpresa, conseguimos fotografar e realizar este desafio. No dia 24 de Maio de 2008 Sábado iniciamos nossa aventura por volta das 08:00 h chegando na Balsa de Indianópolis, que faz a travessia de um lado para o outro da Represa de Miranda. A temperatura era de uma sensação de muito frio, pois havia muita neblina, pensávamos que seria impossível realizar nosso desejo de chegar até o ponto correto, mas não desistimos e fomos tirando os caiaques e tralhas do carro. Com o tempo de preparação e organização dos equipamentos, a neblina e a sensação de frio foram desaparecendo ai foi só remar e remar muito. Saímos em torno de 08:50 h, em torno de 10:00 h o sol foi se demonstrando majestoso lindo. Pouco vento, sem muito calor, muito silêncio a água estava calma, lisa, espelhada uma delícia, ai se formava então a harmonia água, homem e caiaque num só movimento de paz. Com a Rota pré traçada no GPS, nossa ansiedade aumentava na mesma proporção a cada remada, a cada metro ou quilômetro avançado, trazendo paisagens lindas e maravilhosas, Garças, Patos selvagens, muitas outras aves, também algumas Capivaras, florestas virgens, chácaras e fazendas, lugares e animais estes que iam nos relaxando e fazendo com que o stress do dia a dia fosse sendo libertado, deixando assim reinar a paz daquele lugar.
O desejo de chegar até o ponto correto da Confluência já quase nos dominava, mas como não somos feitos de ferro tínhamos que fazer algumas paradas, as 13:30 h tínhamos remado já 12 km, resolvemos então parar e descansar aproveitando para fazermos um lanche.
Infelizmente como a vida não é só feita de coisas maravilhosas encontramos também muitos restos de lixo, significando que ainda falta muito para tomarmos consciência de preservação.
Não demorou muito e voltamos ao remo e mais paisagens maravilhosas, na verdade um momento único que não tem preço, avaliamos esses momentos como únicos porque na verdade estamos livres e soltos, unidos à harmonia da natureza.
As 15:00 h emoção pra valer, chegamos no local exato da Confluência S19 W48, o Beto Gussoni então pega a máquina fotográfica e começa a se posicionar para fotografar e registrar este momento.

Mario:
Fiquei observando o Beto, não seria facil pra ele controlar o caiaque, segurar o GPS e tirar as fotos, mas a vontade era maior que o sacrifício e, com certeza, foi por isso que conseguimos. Naquele momento era melhor ficar olhando e torcendo para dar certo. Em um momento, na tentativa de fotografar, o Beto vacilou e quase foi por água abaixo o sonho daquele dia - a máquina fotográfica caiu de suas mãos e, apesar de amarrada ao colete ainda sim molhou um pouco, mas ufa, deu tudo certo.
O lugar pra variar é muito bonito, o lago neste lugar é largo, o relevo geográfico montanhoso quase só floresta, muito tranqüilo. O vento, a água, o sol e tudo preparado para o registrar aquele momento, parece exagero, mas não, é mesmo é muito legal, você está em um ponto geográfico invisível, mas que muitas vezes ouvimos falar nas salas de aula. No local também havia uma fazenda com uma linda e bem cuidada casa mais ou menos 200 m do local da confluência. Enquanto fotografávamos percebemos uma pequena correnteza que apesar de ser água represada recebe por ali algum riacho, gostamos de observar estes detalhes em nossas remadas, pois faz parte de nossa segurança a observação de todos os detalhes, apesar de sermos remadores amadores gostamos e muito de segurança não nos arriscando com nada que possa nos levar a acidentes.
Foram fotografados os 4 pontos cardeais, necessários para poder ter certeza absoluta de que era mesmo aquele ponto certo. As 15:20 h conseguimos fotografar o local. Assim que registrados, estes momentos, remamos para a margem, aproximadamente 50 m da confluência para descansar e comemorar.
Levando em consideração todas as emoções deste dia até agora, e ainda nos faltavam 7 km para chegarmos ao final de mais uma aventura e de repente começa a fazer um friozinho, pois o sol nesta época do ano se põe mais cedo, então voltamos ao remo, o frio foi aumentando, aumentando até que chegamos ao local a onde o Evandro meu genro, que nos levou até o ponto de partida, e que agora nos buscaria.
Ligamos para o Evandro ainda quando faltavam mais o menos 01:00 h para chegarmos no local que ele nos pegaria. Neste exato momento a vista tomava conta da nossa emoção novamente pois era hora das aves retornarem ao seus ninhos. Não tem como explicar o quão grande e belo. Parecendo um bale, um concerto era pura harmonia e sincronismo - aves e natureza. Era uma benção fazermos parte desses momentos esculpidos por vontade de Deus. Chegamos as 18:00 h na chácara do Beto e nada do Evandro. Até que de repente o frio tomou conta. Lembro também do Beto comentar que seus pés pareciam estar congelados. Não foi fácil esperar o Evandro, havíamos completado nosso percurso de 24 km em 09:00 h entre remadas e paradas, e o alívio de saber que iríamos poder colocar roupas secas e nos aquecer. Quando lembrei que ainda tínhamos que colocar os caiaques e tralhas no carro pra depois poder ir embora me deu desespero, pois o frio era intenso. Conseguimos sair de lá era aproximadamente 19:30 h. Tudo isso foi muito importante porque descobrimos quase todos nossos limites de força, coragem, tranqüilidade, paz, harmonia, equilíbrio, dedicação, superação, coleguismo, aceitação e, até mesmo intempéries, como o frio. Quem me conhece sempre diz que gosto de bater meus próprios recortes, eu e o Beto já fizemos outras lindas remadas e nosso recorde era 18 km foi em um lugar exótico lindo e maravilhoso também e agora nosso projeto é remar 32 km em um só dia, já temos o novo trajeto com fé em Deus e muito preparo vamos bater mais este recorde e assim buscando cada vez mais esta harmonia entre natureza, homem e caiaque.